Brazil - o país de Gotham

by Waleria - Belaspalavras

Gotham e Batman são Espíritos

Batman não é uma pessoa, mas um ESPÍRITO. Assim como Gotham não é um lugar, mas um ESPÍRITO que hegeliana e dialeticamente se forma e emana de um lugar, num dado momento histórico.

Gotham e Batman numa cidade e numa nação

Batman e muitos meliantes - como o Jokerman - o Coringa - vivem arquetipicamente numa cidade contaminada pela corrupção.
Do prefeito aos magistrados, da polícia aos procuradores - todos estão contaminados - na realidade, DOMINADOS.
Todos são venais, covardes, pegajosos.
Nesse ambiente surgem os meliantes mais inteligentes - como o Coringa. Inteligente, realmente brilhante - esperto, perspicaz.
Compra todos os comparsas, e depois se livra deles - ou os deixa a todos com os rabos presos. Invariavelmente todos o temem.
Especialista em crimes de inteligência.

Brazil, o país de Gotham

Vivemos no Brasil - como no país de Gotham - como num país dominado pelo crime organizado.
Dominado há pelo menos 500 anos, como mostra o Batman, quando encarnou em Darcy Ribeiro.
Hoje em dia Gothan Brasil está dominado em todos os seus poderes. No Executivo, no Legislativo e no Judiciário.
Uma quadrilha em especial se destaca - a de Dantas - ou do Coringa?
A quadrilha se formou com a participação do mais alto escalão do governo FHC - para tomar de assalto o que seria privatizado no país. As "autoridades" de então, segundo eles mesmos, atuavam no limite da irresponsabilidade. Na realidade, ultrapassaram esse limite e também o da ilegalidade, e muito mais o da desonestidade e da a e imoralidade públicas.

Em Gotham, cada dia mais se ganha especulando - sonegando e se locupletando do dinheiro público - que produzindo.
Fica fácil ver como usar a inteligência para especular compensa - e quem especula anda sempre no limiar do crime.
O advento dos paraísos fiscais, facilmente conectaram a especulação com a lavagem de dinheiro - e com o crime relacionado do narcotráfico ao desvio de dinheiro público - para campanhas políticas e para o enriquecimento ilícito.
A inteligência se volta para a desonestidade através da especulação de fachada e assim para o crime - o crime de lavagem de dinheiro - que passa a ser um grande negócio que permanece sempre impune. Assim o CRIME PASSA A COMPENSAR.

Em Gotham o crime compensa

Em Gotham o crime passa a compensar pois atua DENTRO DE UMA APARENTE LEGALIDADE - principalmente sob a conivência de autoridades do Banco Central e das Camaras de Valores Mobiliários - ou seja, a quadrilha comprando uns poucos agentes públicos com suficiente autoridade, encobre os seus crimes com uma camada de aparente LEGALIDADE. E com o apoio da entidade fluida que se auto-denomina de MERCADO. Acobertados todos pelo PODER JUDICIÁRIO NAS ESFERAS SUPERIORES o esquema da quadrilha se perpetua, indefinidamente. Assim, O CRIME COMPENSA.

Não fomos treinados para que Batman encarne em nós

Precisamos de um Batman. Na realidade que Batman encarne em vários de nós, para percebermos que podemos resistir a esse estado de coisas.
O Batman que encarnou em Protógenes, o Batman que encarnou em De Sanctis, o Batman que encarnou em De Grandis, precisa encarnar em muitos outros.
Quando Batman encarnou em Darcy Ribeiro, ele mostrou e deixou escrito em obras primorosas - em livros que deveriam ser ensinados nas escolas - que o povo brasileiro, desde sua formação mestiça, foi ensinado a obedecer, não pensar, trabalhar muito e não reclamar. A não levantar a voz, mas a chorar as próprias mágoas, baixinho, como num samba de partido alto. Sem reclamar nas ruas e nas praças, sem perturbar A ORDEM PUBLICA.

Batman sempre se sente só

Quando Batman encarna num brasileiro, como encarnou em Tiradentes, ele sente que está só. Os em que Batman encarna sempre estão sós. Do alto dos prédios, cada um se sente só. A Suprema Corte de Gotham - que encarna em si a própria corrupção endêmica, intestina de Gotham, não os ouve, e os quer destruir.

Para Gotham, todo Batman sempre parece um desajustado

O Senado não os ouve - Batman está isolado - o Senado se apequena, se mostra conivente com a corrupção endêmica que emana de Gothan.

Mesmo o Supremo mandatário da Nação - popular, com enorme penetração popular - se omite - faz que não é com ele - personifica um mestre de obras, mais que um Chefe de Estado.

Pense um pouquinho - a vida toda te ensinaram a obedecer, e não a pensar - como FHC e Dantas são dois lados de uma mesma moeda - e como a quadrilha facilmente domina o judiciário (em suas instâncias superiores, onde poucos decidem muito - como fica patente nas ações de Gilmar Mendes e Ellen Gracie) o legislativo (onde cada dia se tem menos bancadas ideológico/partidárias e mais bancadas que visam os interesses de facções criminosas - Heráclito Fortes quer processar quem investiga a quadrilha, e Garibaldi Alves, sofregamente sai de férias para impugnar o pedido de impeachment de Gilmar Mendes) e tenta atualmente dominar o executivo (com pelo menos sucesso parcial no atual governo - mas significativo - o presidente fica assobiando, como se nada dissesse respeito a ele, como se fosse mero chefe do executivo e não um Chefe de ESTADO).

A midia, como quarto poder, é facilmente dominada, principalmente quando concentrada em poucas mãos - como no Brasil - o país de Gothan.

Na realidade, um país como Gotham, precisa mesmo é do Batman - de milhares ou milhões deles




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